afinal;mente

meu amor, 
foram tantos os abraços, tantas idas e vindas…
tantas loucuras sãs.
tantas bobeiras, tantas alegrias, tristezas e afins.
tantos começos e finais, tantos desejos carnais.
tantas vezes onde voce sutil-mentia ao olhar em meus olhos.
te pedi tanto e tanto. Pedi o mundo contigo.
Não tive[mos].
Antes que tudo se acabe, ao menos me guarde. Dentro de ti.
Promete?

11 comentários em “afinal;mente

  1. Ao pedir-te, perco-me. Amor pidão, amor pe[r]dido.

    Uma lição – para guardar e não matar – dentro de mim.

  2. Apenas a sutil mente de quem ama e antevê, por diversas razões ou sem-razões, a “morte” do amor, daquele que é um pedaço de si, é capaz de selar com um pacto de prosseguimento, de perene existência, o desapego por aquilo não irá mais ressurgir.

    Tenho pra mim que ela vai prometer, sim.

  3. Adorei o sutilmentia.
    Acho que toda a sutilidade que o amor pede, é a encarnação de um paradoxo! Pois o amor não pode ser todo sutil. Ou ao menos os amantes, não.

    Lacan escreveu que todo advérbio mente…rs

  4. é por essas e outras que me alegro e me faz bem escrever. Uma troca constante de ideias, inspiraçoes, reflexões. Só tenho a agradecer voces. =)

  5. e se não guardar, azar. alguns tesouros merecem baús melhores 😉

    curti deveras teu texto, pelo ritmo, neologismos e sinceridade.

    abraços,
    @paraquenomes

  6. o amor nada promete.

    “A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
    O amor quer ser interferido, quer ser violado,
    Quer ser transformado a cada instante.
    A vida do amor depende dessa interferência.
    A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
    Decidimos caminhar pela estrada reta.” (Moska)

  7. Com a sutil licença poética do autor, eu digo: “antes que tude se acabe” para mim, pois pra ti já nem sei se um dia existiu…
    Já não sei mais o que era verdade!

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