o dia em que timorato das vivências intranquilas dobrou a esquina e nunca mais voltou para os sobressaltos e vestidos drapejados repletos de atavios de aziaga memória… debruçou-se no parapeito plural de uma calipígia singular… benzadeus!… apaziguaram-se as águas queixosas do mundo.

já foi triste
mas ainda louco
na estação do fogo
atravessou a olhar
lados afastados
pensou algum encaixe
sorriu de volta o eco do espelho
bobo
imitou um disfarce
morto
não
acabe
a ti
sutilmente
já foi
sem recados e vestígios
só a nódoa de um gozo alucinado
meio enviesado
meio brusco
meio tudo
pelo chão
esqueceu as chaves
por dentro
bateu a porta contra o muro nunca mais
vazou por entre estrelas e pelo lunar tremeluzente no lago
desse ângulo as esquinas parecem todas iguais.

3 comentários em “o dia em que timorato das vivências intranquilas dobrou a esquina e nunca mais voltou para os sobressaltos e vestidos drapejados repletos de atavios de aziaga memória… debruçou-se no parapeito plural de uma calipígia singular… benzadeus!… apaziguaram-se as águas queixosas do mundo.

  1. Tão intenso que a cada leitura, ganha uma interpretação.

    Você é ótimo com caipirinhas de maracujá e palavras, menino Denison!

  2. “Tô” desde ontem me perguntando o que foi que botaram na minha coca zero, porque não é possível, a impressão, a cada leitura, é a de uma viagem alucinógena.

    Não dá pra (d)escrever. Doideira, doideira…Sensacional.

    P.S Não, não botaram nenhuma substância suspeita na minha latinha, ela veio fechada.
    P.S do P.S Não, eu não “tava” ouvindo nenhuma soundtrack “inspiradora”, nem em meio a fumacinhas, que me deixassem propensa a…rs

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