ora-te o orate

lágrimas escuras a escorrer pelo rosto a borrar o batom vermelho dos meus lábios tiritantes  lembro as brincantes delicadezas da infância de guri que a sufocar desejos de castelos com reinados principescos ruía por dentro e agora frente à vidraça do lar de insanidades a velha que nunca dorme suspira um arrepio pelas transmutações do corpo corroído pelo espargir das horas e cicatrizes e sombras entenebrecidas de nostalgia que vela o insepulto que ainda é… 


4 comentários em “ora-te o orate

  1. “É aquilo que nunca consegui viver que me faz manter vivo”.
    (Pedro Chagas Freitas)

    Denison, os seus escritos são uma preciosidade. Uma beleza visceral.

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