canetas, folhas e primaveras passadas.

Por ela eu desafiaria meus pais. Ficaria dias em greve de fome, recusaria toda e qualquer oferta.

Por ela eu rasgaria minha coleção de gibis, rezaria o terço toda noite. Lavaria minhas mãos antes do jantar.
Por ela eu estudaria todos os dias. Obedeceria os mais velhos e passaria de ano.
Por ela eu não me importaria em arrumar meu quarto a todo momento.
Por ela eu mataria. Qualquer um que ousasse entrar naquela casa.
Mataria todos que entraram ontem, ante-ontem, amanhã….
Por ela eu deixaria de ser adulto, voltaria a minha infancia.
Por ela, meu primeiro e unico amor juvenil.
Por ela, que nem ao certo sabe que existo. 
Por ela. E por essa obra angelical que é.

6 comentários em “canetas, folhas e primaveras passadas.

  1. Eu tentei de todas as formas, encontrar uma maneira de falar sobre a ingenuidade do sentimento, sobre essa entrega desbragada ao ser amado, sem parecer apologia à “nostalgia ufanista”.

    E aí que, os dias meio chuvosos, (hoje, por acaso, não), Morricone no walkman… Desisti.

    E aí que, quer saber, (porque miséria pouca é bobagem), nada como um p*** Amor para recordar.

    Obrigada por me fazer passear nas lembranças. Como é bom poder ler você.

  2. E é ela, justamente por não saber que você existe…tragicômico isso de amar verdadeira-mente, não? Mas nem por isso menos belo.

  3. Por ela, por ele.
    Faria tudo, fiz tudo.
    Por nós, persisti.

    Conseguimos nosso final feliz <3

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