3 comentários em “duas ilhas

  1. Como todo bom poeta, você sabe cultivar os significados das palavras num campo semântico só seu, na sua propriedade particular. No campo semântico usual da língua, os significados que você cultiva não fariam sentido. Mas, dessa vez, aconteceu uma coisa curiosa neste seu poema. Ele esta plantado no campo semântico usual da língua, não foi no seu lado, não.

    Uma das leituras possíveis é que seu poema não passa de uma frase escrita com sintaxe indireta e imagens que são simples substantivos ou adjetivos escritos com sinônimos pouco usuais.

    Falta, na frase que você fez, o estranhamento de todo verso, cuja construção vai além da substituição de uma palavra comum por uma outra menos comum que significa quase a mesma coisa. Em um verso, tudo tem significado original, que nunca foi comentado daquela determinada forma.

    O curioso é que seu processo criativo talvez seja o tempo todo fazer substituição de substantivos e de adjetivos banais por outros mais raros. Desse processo, nasce um significado novo para as locuções verbais e nominais, nascem encontros fonéticos que soam como improvisos de jazz.

    Fiquei com a impressão de que agora você não conseguiu fazer isso. Mas trouxe uma discussão legal de fazer.

  2. Morada linda é essa que você dá para letras todos os dias. E que bom poder dar uma espiada pela janela e ver o que vive aí dentro.

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