o dia em que conheci uma guria, não sei se era tarde ou se era o dia

meus olhos descansaram em ti naquela noite fria. mas teus anseios são de pássaro. mesmo assim me fiz abismo. trêmulo mergulho que ainda ecoo, por aí. teu roçar malemolente, tua dança sem jeito, teu… tua…
havia o pão, o vinho, a carne e o sangue. cálices proferindo excitação, os lábios tintos, as línguas pedindo tradução. tudo fora da ordem, o caos a seduzir com os espantos, dois desejos… partículas elementares do encontro.
e da selva, fez-se o beijo…
um táxi à espera de uma partida sem vontade. foi sem querer, sem pensar, sem resistir, sem…
… depois palavras misturadas aos líquidos das madrugadas. e aquele verbo que não ousa dizer seu nome.

4 comentários em “o dia em que conheci uma guria, não sei se era tarde ou se era o dia

  1. Ia comentar a mesma coisa que a Ana, Denison. Seu texto sempre me me deixa uma sensação meio aérea, a última frase ecoando, porque é sempre impossível “entendê-la” completamente, e igualmente impossível esquecê-la. Estou até agora pensando no verbo que não ousa dizer o nome.
    Demais.

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