cândido

ando a escandir estilhaços de vidro, cândido.
a garganta professa o que o estômago padece.
inocentes os delírios que sinto.
desço. sento. o santo me olha macambúzio.
ouço os búzios de anjos sonolentos.
lentidão de líquidos e fumos que trago.
amargo o odor do corpo.
amaro… dor…
amar… cor…
mar…
ar…
rarefeito é o feito raro das caridades.
cara a cara, devoro solidões e remendo saudades.
evanescente, nubívago pelos ventres da noite…
enquanto aguardo que o sempre me encontre, me despeço dos nuncas, numa esquina de promessas abundantes.

2 comentários em “cândido

  1. o texto foi minuciosamente escrito com algumas palavras escritas a dedo
    mas as partes simples foram as melhores principalmente a frase final que eu copiei

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