nota bene

no clarão do olho, li vocábulos de estranha venustidade. eu que não interpreto nem analiso, pensei saudoso das fenestras: bafios de gris incredulidade, uma invectiva, uma volição, uma insídia. não me apetece a munífica conduta dos exitosos a serpear pelos baixios edificantes das lavras afogadas de sensaborias. volto. a pálpebra acena. dardo arremessado, flecha tramontana a palpitar. ela segue, cego eu. frondosa é a treva. night bird, trinados & recompensas, afeto quase na incompletude do querer. jorram os palavrórios da pele. pela retina exuberantes asas policromáticas acetinadas sobejam sulfúricas sob letreiros em fúria. alguém do lado esclarece: night butterfly. preciso aprender a jogar, penso um tanto caótico promíscuo. devo prestar mais atenção, grito sumário ao nada… game over.

2 comentários em “nota bene

  1. As suas palavras não passam pelo meu cérebro quando as leio, ou nada entendo. Desde as palavras que desconheço o significado, até o tão conhecido game-over.
    É por isso que sei que és um exímio poeta!

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