Nota de Separação

Juramos amor eterno, 
mas para nós a eternidade acabou. 


Amor acaba, João? Amor muda, Maria? Diz aí, amor de verdade cessa?

A gente tem mania de chamar qualquer coisa de amor. Fogo de palha, flerte, rolo e enrosco. Paquera, mimo, paixão. E quando não dá certo, quem paga o pato? O pobre do amor, que ainda nem entrou na história. 

Minha resposta é a seguinte, benzinho: amor de verdade não se acovarda, não encolhe e não desiste. Desistiu? Não era amor. 

Como diria Lulu Santos, não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais.

Acabou a marcha nupcial? Deixa tocar a balada fúnebre que escolhi para nós dois. Não importa quem enterra quem, a gente divide a coroa de flores. 




Após um longo casamento, eu e o Blog Confraria dos Trouxas nos separamos. 

Acusada de não cumprir as funções de esposa, fui traída enquanto as fechaduras de casa eram trocadas. 

Cheguei a chorar agarrada ao portão, até perceber que entrar seria pior. O lar que me acolheu por tanto tempo já não era o mesmo. Eu cresci ou ele encolheu?

O essencial é que pude buscar minhas coisas e despejar as mágoas na pia. Levá-las ocuparia um espaço enorme na mala. 

Boa sorte, CDT. Obrigada, leitores!

Ficam inúmeras lembranças. Que venha um novo amor!


(Sigo com o Relicário Vazio.)

7 comentários em “Nota de Separação

  1. Uma pena… Uma grande e lamentável pena!

    Mas, já que é para ser assim, que se configure como a melhor escolha para ambos os lados!

    Não é assim que a vida diz que deve ser?

    Nós, seus fãs, te acompanharemos aonde quer que você vá…

    E, aos leitores assíduos da Confraria, também nunca faltará interesse em visitar o blog! ^^

    Beijos, Flah querida!

  2. Não importa se aqui ou acolá, vamos seguindo, sempre! De repente ‘Maria vai com as outras’ e a gente se esbarra num canto qualquer. Fazendo fuxico, contando as estrelas, catando conchinhas,ou buscando um cantinho na colcha que a vida segue a costurar. O que importa é continuar a fazer bonito! E isso vc bem sabe como é! Bj!

  3. Ótimo texto como sempre, linda.

    Uma pena ser o último nesse canal, mas tenho certeza que virão muitos outros em locais nunca antes explorados. :p

    Parabéns pelo fechamento desse ciclo.

  4. Flah,

    “não tivemos culpa / sempre fomos culpados”.

    esses versos fazem parte de um poema que escrevi logo após minha separação do único casamento que tive até aqui. geralmente é assim na maioria das relações, os dois com culpa no cartório, às vezes até com firma reconhecida. é normal que se apontem dedos, mas o que foi vivido de bom dispensa a dor dos últimos suspiros, e eu não venho aqui com nenhum dedo em destaque, mas com a mão espalmada pra abraçar e desejar sorte em sua caminhada, foram quase 3 anos de convivência virtual, e algumas oportunidades de convivência real. Isso é o que importa, como geralmente os sorrisos naquela foto que fica largada no fundo do baú esquecido, sorrisos sinceros, mas que nem sempre conseguem ser repetidos.

    abraços,
    @paraquenomes

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