os primeiros, os segundos e o terceiro?

O primeiro que chegou me fez imaginar que seria fácil.

E foi.
Foram tantos primeiros, tantos nomes que ouvi, tantas juras que me fizeram. E eu, que de inocente já não tinha muito (ou quase nada), de virgem muito menos, aceitava os mimos, os agrados.
Nem sempre queriam meu corpo, muitas vezes queriam apenas minha presença. Um afeto, um colo. Eu era nova e por isso, não sei se fui gananciosa, ou ingênua. Mas sei que por medo, disse alguns ‘nãos’.

O segundo que chegou me fez imaginar que seria impossível (continuar)

E (não) foi.
Foram segundos eternos de bafos asquerosos, porres intermináveis, pontas de cigarro, marcas de cintada. Sempre era rápido, nunca indolor. Não sabiam nem sequer meu nome, mas me queriam como propriedade. Não tinham propriedade pra me dar, nem nome pra me sustentar. Eu sozinha, evitei. Já não era mais tão nova, mas apavorada disse não.


O terceiro que chegou me fez imaginar que era só mais um.

E foi.
Foi só mais um. Depois dele mais nenhum.
Não era o mais bonito, tão pouco, longe de ser o pior. Nunca cobrei um tostão.
Ele saiu, sorriu, voltou.
Na volta, me pegou pelo coração e eu aceitei. Para ele não existe não

4 comentários em “os primeiros, os segundos e o terceiro?

  1. Afirmativas e negativas podem significar coisa nenhuma.

    O primeiro, o terceiro, o quarto? Nunca saberemos. Nunca saberemos até que seja.

    Texto lindo Cláudio.

    Um beijo

  2. Quanta sensibilidade para falar dessa saga feminina, dessa busca por aquele, exatamente ele, o cara!!!

    Virei leitora assídua desse blog lindo…embora nem sempre dê tempo de comentar.
    Parabéns pelo texto Cláudio.

    Abraço aos cinco!

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