Da notícia de certas coisas


(minha alma precisa te dizer coisas
as quais me parecem não querer ser comunicadas
– pela palavra, soariam vagas e dúbias
– pelo corpo, violentas e sem a sutileza que exigem.
resta-me desejar, na esperança de um meio-termo,
que os teus olhos compenetrados e febris
alcancem nos meus,
como que por sintonia mágica e muda,
a revelação secreta e contundente
da notícia/suspeita que nem mesmo eu sei me dar
: eu te amo?)

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