Do que eu não afirmo mas não nego

Porque a minha loucura por você também é sã.
Quando fico doida pra lhe ver, é também pra ver o que eu tanto nego em mim e que você, só você, consegue me mostrar com clareza. (Também há luz na loucura. A razão pode nos aprisionar n’um quarto escuro.)
Você me traz tormenta, e ela é bonita com suas cores fortes.
Estar com você tem gosto agridoce.
Estar com você é de uma alegria infernal.
É um amor odioso ou um ódio amoroso?
É amor?
Eu não vou afirmar…
Você é minha crônica de realidade.
Eu, até então, tão acostumada aos contos de fada… E é essa realidade que a nossa loucura me esfrega na cara que me faz questionar o quanto da minha sanidade, sem você, não passava de uma fantasia de vida tranquila. O quanto, até então, eu só havia inventado o amor. O quanto, até então, eu havia apenas sonhado a vida. O quanto eu havia esquecido que a vida é feita pra viver.
Eu não vou afirmar que é amor.
Mas também não vou negar.

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