É ele.

Pra mim, ele foi o responsável direto por nos colocar em contato. Ele é toda a antitese que alguém pode sentir. Ele funde o sentir com o ser, ele desregula minhas paixões, complica minhas certezas. Ele limpou minhas chagas, criou meia-duzia de cicatrizes, inicou guerras internas sem nem sequer deliberar comigo, me cegou, alejou sentimentalmente. Me provou que posso andar sem ele, mas que jamais chegarei a algum lugar.

Ele rompeu veias, arterias, corações. Espalhou meus sentimentos por corpos que nem sei ao certo se um dia se encaixariam no meu. Semeou verdades em corações inferteis, escreveu versos, contos, virgulas, pontos finais, virou páginas, rasgou cartas, molhou a palma da minha mão por diversas vezes, usou de meus ouvidos para amparar minha solidão. 
Ele foi miragem quando eu ainda era cego, foi insanidade quando a calmaria assolava minha rotina. Foi uma palavra não dita, uma palavra não criada. 
Hoje ele é simplesmente minha pouca certeza de felicidade. Meu projeto fantastico de vida, minhas qualidades e defeitos, transparente aos teus olhos. Hoje eu não discuto com ele, nem sequer argumento. Ele me trouxe você. Ele me fez altruísta, me fez teu. Ainda não sei como defini-lo, mas posso chama-lo de amor.

2 comentários em “É ele.

  1. Amei todo o texto.
    Mas esse trecho me matou: “Me provou que posso andar sem ele, mas que jamais chegarei a algum lugar.”

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