Mão única

São tantos serás
É tanto pra ver

Que já tanto faz
Não deu pra fazer
Nem deu pra tentar
Ou retroceder
Sequer começar
Quiçá sem querer
Sentir sua voz
Ouvir sem saber
Desatar os nós
Atar outra vez
Pra quê esperar
Ninguém entendeu
Ninguém pra aceitar
O amor que é meu
De mim, tudo é
Não vá duvidar
O sim já se tem
Daqui, tudo está
Daí, nada há
É só sensação
Eu, acelerar
Você, contramão
São tantos serás
São tantos porquês
Que já tanto faz
Tentar outra vez
Transborda o amor
Ninguém pra entender
Eu a seu dispor
Você, tão você.

5 comentários em “Mão única

  1. Sabe aquela história do remendo sair melhor que o soneto? Fiquei até com os sentidos confusos. Adorei, adorei.

    Beijo Ricardo e aos outros Confrades.

    Ps: Confraria a cada dia melhor.

  2. Adorei. li da maneira que quis. De cima pra baixo, da esquerda pra direita, do meio pro fim, e sempre, sempre se fixou no tema. Rapaz, tu é um geniozinho.

    Parabens!

  3. Pqp, Ricardo.

    Poxa, confrades, vcs tão abusando lindezas essa semana. Não sei comentar texto de ninguém.

  4. Eu li virando o rosto de lá para cá, de cá para lá e quase fiquei tonta. Mas acho que é isso que o amor faz conosco, não? Eu acho.

    Eu nem sei como descrever seu texto, Ricardo. Sempre tão… você.

    Amei.

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