um conto sem nome

o amor é uma peste.
gabriel garcía márquez,
em cem anos de solidão
mergulho em la piscinita – ilha de san andres. foto de marcos coimbra
olhei o mar horas a fio. meu maior desafio, saber o porquê de você não estar aqui.

toscana, nova iguaçu, amsterdã, icaraí, copacabana, cusco, lapa, londres, são paulo, zurique, curitiba, caxias, recreio, lisboa, madrid, rocinha, medellín, paris, laranjeiras, berlim, pereira da silva, buenos aires, belo horizonte, nova iorque, bogotá, praga, praça seca, barcelona, méier, flórida, arpoador, copenhagen, havana, leuven, pedra do sal, ilha de san andres, estocolmo, cartagena das índias.

eu nunca entendi como pode acabar algo que jamais começou. não era pra ser assim. as cidades onde ainda não pisei se misturam com as bocas beijadas ao longo dessa caminhada. meus olhos brilham, quando lembro dos beijos que ficaram. assim. aqui. as cidades onde já estivemos, eu e o amor. amor que algumas vezes mudou de nome. é difícil amar apenas um nome. ter a sorte de amar sem que os nomes mudem. não é pra segurar, mas eu bem sei que queria segurar. em tuas mãos e repetir teu nome. olhando nos teus olhos. com a certeza de que essa retina seria minha fotógrafa a vida toda. 

pausa.

o mar de sete azuis seria muito mais azul com você em mim.

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