flores

um vaso de flores cai na frente da menina no parque. mas ela está sozinha.
é festa.
mesmo assim, ela está sozinha.
de quem é essa menina?
quem é essa menina?
e as flores, são de quem?
isso não é nada, em relação ao que acontece em volta da menina-flor.
flores.
meninas.
meninos.
danças estranhas em meus pensamentos.
ainda penso?
ainda danço?
ainda vivo?
será que sou o vaso de flor que caiu em frente a menina no parque?
e quem é a menina?

ernesto sorri quando termino de contar meu sonho.
com as costas da mão esquerda em minha testa ele tenta sentir se a febre ainda perdura.
nos últimos sonhos de inquietude essa foi a explicação.
não foi a falta de amor. a falta da vida. a falta de não ter faltas.
foi a febre.
eu acredito em ernesto. ele está sempre aqui. ao meu lado.
caminhando este caminho maluco que começamos em dois mil e nove.
ernesto sorri novamente. ele sabe quando estou pensando.
ele levanta. eu levanto.
olhamos para o norte. nosso norte.
andarilhos de nós mesmos, caminhamos.
a vida trilha nossos caminhos.
com flores, crianças, parques e passarinhos.
vem ernesto, vamos continuar nossa caminhada até o sol se por…


Desafio da Semana:

21/05 - Continuidades