Oneirikos pagotó

É uma dessas semanas encavaladas, onde as horas ao invés de correrem o espaço circular dos visores dos relógios, são extraídas dos meus ossos, me deixando feito bateria viciada de celular, faminta por carga, faminta por energia para sobreviver mais algumas tarefas, mais alguns passos, até conseguir chegar ao colchão da minha cama e me … Continue lendo Oneirikos pagotó

Silêncio ensurdecedor

Estranhamente o despertador não tocou. Mais estranho ainda era o fato de acordar sozinho. Naquela terça-feira, a pouca luz que rompia o voal das cortinas foi responsável por meus olhos se abrirem. Os pássaros e as buzinas não cantavam. Pessoas não conversavam lá fora. Nada ecoava. Estalei os dedos, bati palma, liguei a torneira, gritei, soquei o espelho. … Continue lendo Silêncio ensurdecedor

Pra lá e pra cá

Verti o primeiro gole de cerveja pela goela e topei com aquela imagem pela primeira vez. Ele dançava, pra lá e pra cá, em movimentos dissonantes, como se metade de seu corpo tivesse sido acometido pela ragatanga e a outra acabado de sair de um doloroso engessamento. Dissonante era também, logo percebi, as roupas em … Continue lendo Pra lá e pra cá

Novo dia, nova história e um novo eu.

Repetição. Tudo está onde deveria estar? Princípio: tonteio minha cabeça em busca de respostas. Quando tudo isso começou? E porque? Levanto o meu sono intrépido. Investigo meu acordar: que lugar? Reconheço uma única coisa: o meu nome na voz aveludada que me chama ao longe. Levanto devagar as minhas dúvidas recorrentes. Teremos um dia lindo, … Continue lendo Novo dia, nova história e um novo eu.

Bolinhos salgados sabor chocolate

No começo não se sabia direito porque Ângela vomitava. Logo ela, que sempre aguentou bem as peripécias do mar. Quase quatro anos sem passar mal, nenhuma passadinha, e agora isso. Não importava quanto o barco balançava, ela tirava de letra, e agora isso. Alberto se preocupava, mas não podia tirar os olhos do resto. Comandar … Continue lendo Bolinhos salgados sabor chocolate

Acho que deve ser assim

Acordou com o Sol esquentando seu rosto. Estava deitado em um gramado verde claro, cercado por algumas árvores espaçadas. Eram de todos os tamanhos, mas suas copas tinham o mesmo formato arredondado. As flores tinham a altura dos seus ombros e alguns cogumelos batiam no seu joelho. Os prédios desafiavam a geometria com suas fachadas … Continue lendo Acho que deve ser assim