Pra lá e pra cá

Verti o primeiro gole de cerveja pela goela e topei com aquela imagem pela primeira vez. Ele dançava, pra lá e pra cá, em movimentos dissonantes, como se metade de seu corpo tivesse sido acometido pela ragatanga e a outra acabado de sair de um doloroso engessamento. Dissonante era também, logo percebi, as roupas em … Continue lendo Pra lá e pra cá

Até o amanhecer

Foi quando eu fui embora. Passamos a noite toda juntos, mas só quando fui embora é que nossos olhares se encontraram. E ali ficaram. Alguns segundos clichês, pois se fizeram eternos. Ainda consigo te olhar nos olhos mesmo nessa lonjura que você resolveu inventar pra gente. Por precaução, falou. Te entendi sim, até concordei. Mas … Continue lendo Até o amanhecer

Uma nota que seria pra você ler se eu não tivesse te matado

Escolhi o Bairro Alto estrategicamente. Por causa dos bares e das ruas na lateral. Acabei me esquecendo das ladeiras. A ideia foi simples: Jantar romântico. Estar incrivelmente linda. Te matar. Deixar seu corpo largado ao pé daquela mansão que a gente falou que queria morar junto. Voltar para nossa casa, agora só minha, parando em … Continue lendo Uma nota que seria pra você ler se eu não tivesse te matado